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NOVO BLOG

Esqueçam esse aqui. Pela última vez – espero eu – troco o endereço do meu blog.

Passei para esse endereço aqui > www.caminhantenoturno.tumblr.com

Continuem visitando =D

Ósculos e amplexos.

Hoje, eu moro num condomínio. Para quem conhece, moro no palacete. Mas antes de vir parar aqui, eu morava na Rua Américo da Rocha, nº263, Marechal Hermes – Rio de Janeiro/RJ. Rua essa, onde ainda tenho minhas raízes cravadas, e de onde nunca vão sair. Fui morar lá depois dos sete anos só, mas, minha avó sempre morou lá, então, eu cresci conhecendo todas as pessoas. Sendo assim, tenho algumas histórias pra contar, acontecidas na Américo.

Eu e meus camaradas, na época molequinhos, éramos, como todo moleque, espoletas. Vivíamos correndo atrás de merda, e sempre juntos. Estávamos na fase já de namorinhos, já tinhamos perdido o ‘nojo’ que todo moleque tem por menina. Éramos crianças, mas já sabíamos o que era o que. E já sabíamos o que queríamos. Um dos nossos, costumava dar uns beijos numa menina que, certa vez, teve de raspar a cabeça. O apelido dela ficou Beth careca, não se sabe o porquê até hoje, mas ficou.

nao meu nao raspa minha cabeça n prfvr

nao meu nao raspa minha cabeça n prfvr

E o nome dela passava longe de ser Elizabeth, ou Beth mesmo. Era algo como Alessandra, sei lá. Não me lembro. Muito bem. Ela não era lá uma santa, – pelo contrário – e esse camarada nosso, o meu meio xará Allan Felipe – o quinze, pros mais íntimos – não era lá tão apaixonado por ela. Isso pra não dizer com todas as letras que ele não se importaria nem um pouco se alguém ficasse com a Beth careca.

Enfim, vale ressaltar uma coisa antes de começar: EU NÃO ESTIVE PRESENTE NO ACONTECIDO, PORTANTO ME POUPEM DE SEUS OLHARES DE DESAPROVAÇÃO QUANDO ME VIREM. ESTOU APENAS NARRANDO A HISTÓRIA. NÃO ME INCLUAM EM NENHUMA DAS SUAS TENTATIVAS DE ILUSTRAR A HISTÓRIA, OBRIGADO. rs.

A molecada fogosa que só, se descobrindo sexualmente ainda, só queria saber de fornicar. E Beth era a menina mais ‘atiradinha’ – pra não dizer piranhinha – da rua. Então a galera já tava meio que de olho nela, só esperando o sinal verde do Quinze. Eis que, depois de muito negociarem, Quinze se rendeu ao espírito de Afrodite, (Deusa da orgia, na minha opinião) e liberou a Beth pra galera. Ela morava com a mãe e o padrasto, mas ficava o dia todo em casa com o irmão mais novinho. Beth devia ter seus 14. A galera na média dos 15, uns mais velhos (vergonhoso!). Quinze marcou numa tarde com ela, pra levar sete – sim, eu disse sete (7) – moleques à casa dela, pra ver no que ia dar. A molecada tensa, no dia, se perfumou pro bacanal, e foi. Hahahah - Eu sempre me divirto contando essas coisas. Ai ai.

Chegaram à casa dela, os sete lá, afinal, ninguém ia querer perder essa bocada. Mas, pra variar um pouco, o imprevisto apareceu, e ela estava trancada em casa e sem chave. A rapazeada não se fez de rogada, e pulou pela área, lá por trás. Na hora da estripulia, quebraram uma penca de coisas da casa da menina, mas tá valendo. Seguindo com a história, a trupe ouriçada estava discutindo dentro da casa pra ver quem iria começar os trabalhos. Na verdade, quem seria o segundo, pois o primeiro era o namoradinho Quinze. Hahahahah. E foi quinze e entrou no banheiro. A partir desse momento, começou a desandar tudo. O pessoal tava fazendo uma barulhada do caralho dentro da casa, já tinha nego pelado na sala, só esperando a sua vez. Eis que então, o fuzuê feito dentro da casa, fez o que já era de se esperar, e alardeou a vizinhança que percebeu algo de esquisito na casa. A história foi finalizada por uma coroa que morava logo ao lado, e era amiga da família. Acabou com a festinha.

Dizem ainda as más linguas, que teve gente que não se segurou e se virou por ali pela sala mesmo, deixando vestígios ao lado do sofá. Enfim, fizeram uma completa zona na casa, e acabou que na história há quem diga que nem o Quinze mesmo conseguiu comer a menina.

Resultado: A mãe e o padrasto de Beth careca ficaram sabendo e deixaram a menina de castigo durante três meses. A tal coroa que acabou com a festa, é uma daquelas fofoqueiras da rua, fazendo assim com que a história tomasse proporcões astronômicas, e hoje em dia, não há uma pessoa que não saiba. Não demorou muito, Beth se mudou.

Alguns, da molecada, ficaram de castigo também, alguns se safaram.

Enfim, essa é uma das histórias que tem a marca registrada de Histórias da Américo da Rocha.

Há centenas de outras que serão contadas ao longo do tempo útil do blog.

Só faziam merda. haha

Besos, hermanos.

Eduardo era solteiro, tinha 19 anos e já fazia faculdade. Letras. Era meio nerd, nunca foi muito dado a baladas, nights e afins. Com o mulherio, era devagar, quase parando. Gostava muito de música. Rock n’ roll, mais precisamente. Ele tinha muitos cds, tinha o costume de comprar muitos cds e livros. Fazia isso no mesmo lugar de sempre. Sua vida social nula e seu passado inglório, não o permitiam ser uma pessoa extrovertida. Tudo o que ele já tinha passado era refletido em sua personalidade. Mas tinha um bom coração, era um cara de bem.

Então, em mais um belo dia cinzento desses, ele resolveu, no caminho de volta da faculdade, passar na, já, havia muito, assíduamente por ele frequentada, livraria. Assim que entrou, reparou num detalhe. O atendente não era mais aquele respeitável senhor simpático de sempre, e sim, uma jovem menina que aparentava ter seus 23 anos e deixava transparecer uma ternura indestrutível a quem parasse para repará-la por alguns minutos. A beleza da jovem logo tomou a atenção de Eduardo para si. Ele já não se preocupava em que seção de cds estava, – aliás, ele passava um a um os cds de música sertaneja, ritmo ao qual ele, simplesmente, direcionava todo o seu repúdio – a única coisa que lhe conseguia prender a atenção naquele lugar, era aquela moça. Então, ele teve uma idéia. Eduardo pensou que juntaria o útil ao agradável se levasse um, ou dois, cds. Ele faria o que realmente tinha ido fazer ali, e teria talvez, por apenas um mísero minutinho, a atenção da moça. E, sem nem olhar pra prateleira, Eduardo pegou qualquer cd, e foi em direção ao balcão.

Ele sentia algo que nunca havia sentido igual. As mãos suavam, ele se preocupava com o modo de andar, se preocupava com que primeira impressão a linda balconista poderia ter dele. Trouxe a mão para bem próximo da boca, e bafejou. O balcão se aproximava, e ele não queria chegar ‘se ajeitando’. Postou-se em frente à menina, deixou o cd próximo à mão da moça, e foi se apressando para pegar logo a carteira, a fim de não deixá-la esperando. Enquanto isso, ela embrulhava cuidadosamente o presente, e dentro do embrulho colocava um pequeno cartão da megastore.

Ela virou-se em sua direção e disse: – “São $18,00” – Ele sacou o dinheiro rapidamente, e num gesto tímido, fitou-a bem no fundo de sua íris. Ela o respondeu com um largo sorriso, mas sem palavras. Eduardo deu o primeiro passo fora daquela loja já vivendo uma nova era.

Ele tinha se apaixonado pela menina, e em sua vida, se apaixonado pela primeira vez. Aos dezenove anos, ele nunca tinha sentido essa angústia que é ficar um dia inteiro pensando em alguém ou querer estar ao lado de alguém vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Entrava em casa, ia direto para o quarto, ligava o som e largava os cds, que tinha acabado de comprar, num canto, ao lado do armário. Era bom-humor puro. E passava todo santo dia pela loja. De quando em quando entrava, e levava um cd. Só por causa daqueles olhos. Daquele cabelo. Estava encantado.

A relação entre os dois evoluiu, vamos combinar que bem pouco, mas evoluiu. Eles já trocavam palavras, os dois ainda muito tímidos, mas ele já sabia o gosto musical dela, e vice-versa. Ele havia descoberto seu nome. Cláudia. E ele, a partir daí, só conseguia respirar Cláudia. Sua timidez lhe impedia de fazer o que mais queria naquele momento. Eduardo gostaria de chamá-la pra sair, conhecê-la melhor, talvez até, iniciar um relacionamento, por que não?

Depois de algum tempo, falo em meses, uns dois, Eduardo cumpria religiosamente a rotina de, no caminho de volta da faculdade, passar na megastore onde Cláudia trabalhava. Os dois já se cumprimentavam pelo olhar. Sem contar as vezes em que Eduardo passava sorrateiramente em frente à loja, a fim de vê-la, e nada mais que isso. Sorrateiramente porque, coisa que o intimidava era a possibilidade de Cláudia perceber qualquer interesse, e que se afastasse dele por isso. Enfim, ele não conseguia quebrar essa barreira. Sentia pavor de ser rejeitado.

Eis que então, Eduardo e toda sua paixão enrustida por Cláudia, caminhavam pela calçada do centro de sua cidade. O corpo estava ali, mas a cabeça noutro lugar. Ele só pensava nela, e às vezes se desligava do mundo, em momentos em que precisava ter essa atenção, nessas tarefas do dia-a-dia. Atravessando a rua, na ida pra faculdade, Eduardo não viu que um jovem rapaz avançava um sinal de trânsito, de dentro de um carro potente. E Eduardo, assim como não viu, também não ouviu os gritos de aviso dos passantes que ali estavam, fatos esses que culminaram no atropelamento seguido da morte do jovem estudante de Letras.

Meses após a morte do rapaz, a família ainda lamentava. Eduardo, apesar de introvertido, era muito querido pela família. Era onde Eduardo se sentia mais à vontade. A mãe de Eduardo, Dona Sônia, que era com quem ele morava, era uma mulher forte, mas aquele golpe havia doído. Ela então, em mais um daqueles momentos onde a saudade bate forte, entrou no quarto de Eduardo, a fim de matar a quem a estava quase matando. E reparou naquela pilha de cds jogados ao lado do armário de Eduardo. O fato de estarem todos embrulhados para presente, foi o que causou mais espanto em Dona Sônia, que logo quis ver quais eram os cds ali embrulhados com tanto carinho.

Ela abria embrulho por embrulho, cuidadosamente, a fim de não estragar a embalagem, e ia desvendando os rostos famosos daqueles cds. No primeiro cd que ela abriu, viu uma saudável senhora na capa, com roupas extravagantes e agarrada a um banjo. Logo após apareceu o nome, matando a charada. Beth Carvalho. E pensou – “Mas meu filho não gostava de samba, gente!”.

Logo em seguida largou o cd, e foi ler, despretensiosamente um cartão da loja. Como num movimento automático, Dona Sônia virou o cartão para ver se havia algo escrito no verso. Encontrou uma letra lindamente desenhada, redondinha. Mais parecia ter sido escrito por uma máquina. O primeiro cartão dizia: – “Oi Edu, por que você não me chama logo pra sair? Gosta dos recadinhos nos cartões? Rs. Beijo, Cláudia.” E foi abrindo, sucessivamente, todos os embrulhos, e vendo que era Cláudia o motivo de toda aquela alegria nesses últimos tempos.

Moral da história: Se você acha que é difícil conseguir o que quer, e por isso não se move, abra seu embrulho. Talvez, o que você quer, seja mais fácil de conseguir do que parece ser.

Mais uma do nosso mais novo ídolo em potencial, o Vitinho.

Um ano antes de acontecer o coma alcoólico, houve algo interessante, no Carnaval também.

Estávamos nós lá, um ano mais novos, por isso, num ritmo menos acelerado, lógico. Devíamos ter nossos 15 anos na época. Na mesma casa, a mesma galera, tirando um ou outro. Um desses, que não estava no ano seguinte, O Paulo, – mais conhecido como Mamude – que é um cozinheiro de mão cheia, resolveu fazer um prato que era especialidade dele: Mexilhão.

Todos os ingredientes comprados, foi Mamude encostar o umbigo no fogão. O almoço saiu, todo mundo feliz, uma maravilha. Já era Terça-feira de Carnaval, todos tinham curtido o carnaval normalmente, nenhuma confusão ou discussão entre os casais da casa, tudo perfeito. Eis que surge Vitinho com mais uma carta na manga a fim de fazer a alegria de toda a população da casa, e hoje, das pessoas que estão lendo o blog.

No dia, todos comeram o mexilhão, tirando eu. É, nada contra mexilhões, mas sou um pouco chato com comida. Enfim, whatever. Vitinho, que é magro de ruim, encheu a burra de mexilhão. Assim como todos na casa. Era uma panela de barro enorme, cheia daqueles bichinhos que parecem mini-hambúrgueres. Chegam a me dar náuseas. Beleza.

No dia seguinte, que seria Quarta-Feira de cinzas, resolvemos almoçar e ir à praia assistir a apuração.

- Fato importante: No dia anterior, após todos já de barriga cheia, a tal panela de Mexilhão ficou onde estava, – do lado de fora da casa – e destampada. No dia seguinte, a panela estava sendo rodeada por moscas e afins e o cheiro não era nada agradável. Agora chutem quem foi a única pessoa a ingerir o fruto-do-mar já estragado…? Déin! Déin! Déin! Exatamente. Vitor Machado, o Vitinho. -

Chegamos na praia, tudo certo, a apuração começa. Da metade do programa em diante, o alimento estragado começou a se manifestar dentro do corpo do Vitinho.

- ‘Pô, cara… Tô peidando aqui deve ter uma meia hora já…’

- ‘Será que tem banheiro nesse quiosque?’

- ‘Pô cara, acho que eu vou em casa jogar um barrão…’

Eu, que só queria que ele se calasse e me deixasse ver a apuração, dizia:

- ‘Cara, espera a apuração terminar, a gente vai pra casa, tu faz lá o que tu quiser fazer…’

Ao fim da apuração, com Vitinho já trocando de cor a cada cinco minutos, pagamos a conta e fomos tomando o rumo de casa, quando Vitor pediu um minuto e foi falar algo com os que trabalhavam no tal quiosque. Via-se que ele se contorcia a cada frase, por ele dita. Se apertava, estava suando em bicas. Até o momento em que alguém o autorizou a usar o banheiro do quiosque, que era só para funcionários. Ele entrou e nós ficamos esperando, ainda conversando sobre o assunto em questão, que era a apuração.

Dez. Vinte. Meia hora já tinha se passado e nada de Vitinho. Uma hora depois, sai o meu companheiro de aventuras de dentro do banheiro com uma fisionomia no rosto que mesclava riso, desespero, agonia, e, pra nossa surpresa, ele saiu do banheiro fazendo chacota da própria situação degradante em que se encontrava:

- ‘PUOTZ GARA HAHAHAHAHA QUANDO EU SAAI DO BANHEORIO SO OVI A MULHER FALANDO LA NE ‘NOSSA ELE DEVE TA PASANDO MAU NE’ HAHAHAHA AI A OTRA ‘HMM.. QUE CHERO ORRIVEU MININA QUE Q ELE DEVE TE COMIDO’ HAHAHAHAA NUOSSA TO PASANDO MAU VO CORRENDO NA FRENTE FLW FMZ’

E saiu correndo, direto pra casa. Ou melhor, pro banheiro. Haha.

Ele chegou antes de todo mundo, lógico, e de fato, foi direto pro banheiro. Nós chegamos vinte minutos depois, rindo e conversando sobre outros assuntos. Entramos em casa, e cada um foi se instalando pela casa. Uns foram ver TV, outros ficaram lá fora bebendo, enfim. Eu, levei mais uma hora, mais ou menos, pra me lembrar do Vitinho. E comecei a procurar nos quartos, perguntei à algumas pessoas da casa, saí novamente, fui até o bloco pra ver se ele não tava lá tentando catar uma gatinha, (KK SAFADÃO HAHAHAHAH) mas conclusão: não achei.

Voltei pra casa, ainda atordoado, querendo saber onde ele tinha se enfiado, quando notei que tinha uma menina lá da casa, batendo na porta do banheiro, dizendo que ninguém respondia. Eu, só aí, liguei os fatos, e percebi que era Vitinho quem estava trancafiado no banheiro, fazendo sei-lá-o-quê. Dei a volta por fora, catei uma escadinha que estava jogada num canto, e subi nela, a fim de ver o que tava acontecendo dentro do banheiro porque, nem responder, Vitinho respondia. Quando consegui ver qual era realmente o motivo, dei muita risada, cara. Hahahahah P Q ME P! Olhei e vi Vitinho, nu, na pose de quem está amarrando os sapatos sentado, mas totalmente inconsciente, desmaiado mesmo, sentado no vaso sanitário. Minha primeira reação foi pensar que aquela cena tinha sido resultado de uma masturbação mal-sucedida, sei lá. Mas foi algo mais sério. Depois de algumas risadas, desci da escada, e chamei os caras que tavam na casa, para que a porta fosse arrombada. Paramos em frente à porta, e fizemos a contagem: 3! 2! 1! … Quando gritamos o um, e já estávamos prontos pra abrir a porta na marra, eu, que estava na frente, ouvi o barulho da fechadura, e parei. A porta se abriu lentamente, e o rosto de Vitinho, foi aparecendo aos poucos pela fresta que ele mesmo havia deixado. Era impossível diferenciar o que era lábio, o que era rosto. Era tudo uma coisa branca só, ele tava da cor de uma folha de papel A4. Eu perguntei a ele o que tinha acontecido, e ele com a voz enfraquecida, respondeu um ‘calma aí, já vou sair’ bem baixinho.

À princípio, foi medicado em casa. Ele reclamava de dores de cabeça e mal-estar. No meio da noite, acordou envolto em bosta. Se cagou todo. Foi levado ao hospital em seguida, e lá, foi diagnosticada uma infecção intestinal no garoto, depois de ingerir o Mexilhão do dia seguinte, do Mamude. Na ida pro Hospital, cagou o banco de trás do carro do próprio Mamude.

Assim, não que tenha sido culpa do Mamude, mas alguém tinha que se foder junto com Vitinho nessa história toda.

Vitinho neeeeeeeeeles!

-

Pronto, a saga Vitinho-Carnaval acaba por aqui. Agora só no próximo que a gente passar juntos!

E lembrem-se, não me deixem saber ou presenciar qualquer história ou situação vexatória dos senhores(as).

Tudo será postado, sem pena, sem ocultar fatos ou nomes. Aqui, estarão os podres mais podres de toda a história.

O Carnaval é uma época de muita alegria, festa, cores e felicidade. O Carnaval é uma das poucas épocas que nos rende histórias memoráveis pro resto da vida, e eu, não diferentemente de qualquer pessoa, também tenho algumas a contar. Para hoje, a escolhida foi essa:

Carnaval de 2005, se não me falha a memória. Estávamos com tudo pronto, eu e meu irmãozinho de consideração, Vitor, – mais conhecido por Vitinho – para nossa viagem. O destino era Arraial do Cabo, lugar onde, pela opinião da galera, acontecia o melhor carnaval da Região dos Lagos. Eu e Vitinho fomos para uma casa em separado do pessoal. Nada que nos impedisse de curtir o carnaval com a galera. Ele levava daqui duas garrafas de vodca escondidas na mochila. Escondidas, é. Sabe como é né? Novos ainda, tendo que esconder dos pais que já éramos os maiores beberrões do velho oeste. A propósito, a casa pra onde nós fomos, era do meu tio e minha mãe e meu padrasto foram também.

Chegamos lá, fomos dar um passeio pela cidade. Não era nossa primeira vez em Arraial. Os dois animados, querendo curtir como se fosse o último carnaval de nossas vidas. Logo de cara, fomos à praia do forno. – não sei se era a do forno mesmo, não sou muito bom com nomes. - Na praia do forno há um atrativo que é o restaurante flutuante, do outro lado da praia. Alguns corajosos (ou mãos-de-vaca) arriscavam chegar no tal restaurante à nado. – Foi o que fez um grupo de amigos, no qual eu só conhecia uma pessoa. Eles foram nadando abraçados, chegaram rápido. - Outros iam pelo modo convencional, de barco. E nós resolvemos fazer diferente. Ao lado da praia, havia um caminho de rochas por onde também se conseguia chegar. Nós estávamos de chinelo, sem nada. Mas fomos mesmo assim. O Sol batendo nas rochas fazendo com que elas queimassem a sola de nossos pés. Visto de longe, o caminho é fácil de ser percorrido. Mas na prática é totalmente diferente.

Depois de muito andar, já no meio do caminho e exaustos como nunca, resolvemos parar. Vitinho magriiiinho, estava esbaforido por falta de massa, de vitalidade. E eu, por outro lado, estava exausto por excesso de massa corporal, digamos assim. Risos. Ficamos parados ali, em cima daquelas rochas, pensando em como voltaríamos, pois, voltar do mesmo jeito que fomos, nem pensar. Muito menos nadando. E voando que não poderia ser. Enquanto isso, o barco ia e voltava, ali na nossa frente, até que um de nós teve a brilhante – e tão óbvia – idéia:

– ‘Vamo voltar de barco, cara!’ – disse eu, morto.

- ‘Mas a gente não tem dinheiro aqui!’ – ele retrucou.

Pensei comigo: ‘É, vai anoitecer, e a gente não vai sair daqui…’

Eis que, em mais um embarque/desembarque de pessoas, vimos a galera que tinha ido à nado, subindo à bordo, desembolsando alguns reais pra voltar no conforto do barco. Também depois de encher o reservatório de frutos do mar, nem o Michael Phelps toparia a árdua missão de voltar nadando. O barco vinha, cruzando nossa frente, quando nós começamos a abanar os braços, como se estivéssemos perdidos numa ilha deserta acenando pra um navio pirata. E gritávamos. Eles nos viram. O barco tomou nossa direção. Fiquei mais tranquilo. O barco não pode chegar tão perto das rochas, por isso, nós teríamos que pular e ir nadando, uns 8 metros, coisa pouca. Mas essa praia era cheia de águas-vivas, e a maior parte delas se concentrava ali, bem na borda. Seria uma missão complicada, mas a gente também não ficaria lá por causa daqueles trocinhos gelatinosos. No máximo umas queimaduras, mas sãos e salvos. Enfim, conseguimos pular e ir nadando. Já no barco, olhamos um para o outro, pensando: ‘Porra, quase a primeira merda do carnaval já.’ E nem tinha começado.

Mas vamos direto onde eu quero chegar. O carnaval rolou, tudo perfeito, a mulherada toda lá, festa louca. Então no último dia, combinamos de acabar com o carnaval, zuar o máximo e tentar a sorte com várias mulheres e tal. Beleza. Fomos, mais uma vez, pra Praia Grande, o pico, onde rola o carnaval de verdade.

Vale ressaltar que, com aquelas duas garrafas de vodca, nós fazíamos uma tretinha pra ninguém perceber a presença delas na casa. Nós íamos na rua, comprávamos Coca-Cola 2L e misturávamos na garrafa do refrigerante quando a galera tava na praia de manhã.  E levávamos pra rua à noite. Pra já dar um brilho antes de começar a beber, haha.

Eram várias barraquinhas de tudo o que se pode imaginar. Um trio-elétrico, a areia lotada, a rua lotada, enfim. Resolvemos ficar atrás do trio, lugar mais tranquilo, onde me pareceu ser o lugar do abate. Eu, Vitinho e a galera daqui que tinha ido também. O ponto crucial da história vem agora. Depois de termos detonado a vodca com Coca-Cola, o Vitinho deu uma surtada e bebeu, num gole só, metade de um capetão de 500ml, – capetão é uma bebida infernal, como já diz o nome, fortíssima que deixa qualquer um louco com apenas um gole – e dizia estar tranquilo.

À essa altura, Vitinho já tiha se arranjado com uma menina que conhecia a galera que a gente tava. A Adelaide. Haha. Ela mede um metro e um biscoito maizena deitado. Menos dois centímetros, e ela poderia ser considerada anã perante a sociedade. [hahahahahahaha desculpa Vitinho]

Continuando, Vitinho já tinha se arranjado e eu tava correndo atrás do meu, falando no pé do ouvido de uma menina. Estava eu lá, muito bem, tendo uma conversa, quase que muito bem-sucedida, quando senti uma mão na minha nuca. Olhei e era vitinho. A mão dele me puxava pra frente, pro lado, pra trás. Acompanhava o ritmo do corpo dele. Mau sinal. Já estava na fase “SOCORO MESALVEM TO BEBADO HAHAHAHAHHA MINHA VIDA E UMA MERDA DX”. Ele me pedia uma bala, queria alguma coisa doce. Eu não entendia muito bem, mas era isso mesmo. Eu não tava nem ai, queria mesmo era pegar a menininha lá. Virei pra ele e o empurrei na direção da cotoco (apelido carinhoso hhHAHAHAHAHAHA desculpa cara). E ele ia cambaleando.

Ele voltou a me perturbar mais umas três vezes seguidas. Eu empurrava, ele voltava. Até quando, senti mais uma vez a mão dele na minha nuca, mas aí, começou a me puxar pra baixo, cada vez mais e mais forte até eu não sentir mais a mão dele em mim. Me virei e tava lá ele, estatelado no chão, bêbado, em coma alcoólico.

Me apavorei. O lugar onde a gente tava era na faixa de areia, e quem já teve a oportuindade de ir à Arraial sabe que a faixa de areia de lá é uma subida no começo, depois fica plana, e é muito comprida na distância calçada-mar. Ou seja, nós teríamos que enfrentar aquele mundo de gente, com um bêbado nos ombros e o pior, delirando. Ele falava coisas absurdas. Fazia declarações de amor, perguntava onde estava, pedia socorro… Nossa. Enfim, conseguimos nos desvencilhar de toda aquela gente e chegamos no hospital. Detalhe, levamos o doidão nos ombros até lá.

Chegando no hospital, tivemos que ficar esperando no saguão. Colocamos Vitinho numa cadeira de rodas, e nos sentamos. Aí os delírios pioraram até chegarem ao vômito na camisa novinha dele. E ele gritava incessantemente: “Minha camisa da Volcom! … S.O.S CACHORRO! … Desculpa Adelaide!” HAHAHAHAHAHAH TO RINDO MT

Eu tive que ligar pra casa por causa da falta de camaradagem de um dos que estavam com a gente, que estava de carro, e não quis pegar o carro pra tirar o Vitinho do hospital. O plano era levá-lo pra casa onde a galera tava, esperar amanhecer, e voltaríamos pra casa sóbrios e sorridentes, como se nada tivesse acontecido. Mas isso é detalhe. Liguei pra casa e falei com minha mãe. Resultado: Quando chegamos, a casa toda estava acordada, esperando o Vitinho. Ainda no hospital, meu tio, que foi nos buscar, acordou Vitinho com água geladíssima no rosto e deu um esporro daqueles nele.

Chegamos em casa e, como já havia dito, a casa toda queria saber o que tinha acontecido, afinal, nós éramos dois jovens conscientes que levavam Coca-Cola para o carnaval, nós não bebíamos… OOOHHHHH QUE BUNITINHO. Rs. Vitinho, sem condições de falar, foi colocado direto no quarto, pra dormir, enquanto isso, a parte que ainda estava acordada, resolveu abrir umas cervejas e jogar um carteado. Peguei um copo e me sentei à mesa. Eles me perguntavam, riam, acabou tudo divertidamente.

Isso é o que vocês pensam.

Conversando estava eu na cozinha, quando ouço uma voz chamar meu nome. E mais uma vez. E mais uma. Era ele, com a voz arrastada. Acho que a única coisa que ele conseguia fazer decentemente, naquele momento, era respirar. E eu fui até o quarto, com toda a paciência, e perguntei se ele precisava de alguma coisa:

- ‘E aí, Vitinho, qual foi cara?!’

- ‘Pô, Fellipe, minha bermuda tá toda molhada, cara…’

- ‘Hã..’

- ‘Tira ela pra mim aí?!’

Não me agradava muito a idéia de ter que tirar a bermuda do Vitinho, mas a ocasião me obrigava a não fazer outra coisa senão tirar a porra da bermuda dele. E fui eu. Tirei, joguei em cima da mala dele, e voltei pra cozinha. Voltei pro papo, e já estava gargalhando junto com o pessoal quando ouço de novo aquela voz. Pensei: “Puta que me pariu, Vitinho.” Voltei no quarto, achando que ele fosse me pedir um copo d’água, sei lá. Qualquer coisa, menos o que ele me pediu:

- ‘Falae Vitor.’

- ‘Pô, cara, a cueca também tá toda molhada, será que não tem como você…

É. Tive que tirar a cueca do indivíduo. Mas tomei as devidas precauções antes. Falei pra ele virar de lado, com os bagos pra lá. Tirei a cueca com a ponta de dois dedos e assim que ela saiu do corpo dele, eu a deixei em cima da mala dele. Assim como quem é obrigado a pegar um rato pelo rabo.

E assim, depois de muito beber ainda, na cozinha, com a galera, fui dormir. E aí, no dia seguinte, já era outro dia. Era só dar risada da história do dia anterior. O Vitinho quando acordou, ainda veio me contar mais uma. Ele tinha dormido pelado, e ele estava dormindo no mesmo quarto que uma menina que tava na casa. Já pela manhã, ela acordou, saiu do quarto, e quando voltou pra pegar a escova de dentes, deu de cara com a ereção matinal do Vitinho! HAHAHAHHAAHHAAHHAAHAHAHAHAHAHAHAHA CHEGA CARA HAHAHA

EU ME DIVIRTO MUITO

A vida é linda.

Beijos.

Em mais uma da série: “Essas que só acontecem com o Fellipe”, houve uma história que eu achei digna de postagem.

Era uma sexta-feira calorenta, céu aberto. O tempo perfeito pra ir pra Lapa. Beleza. Eu e uns amigos, alguns com namoradas e outros sem. Eu namorava na época, mas não fui com ela. Estávamos nós, meus amigos, e um amigo nosso que mora em Nova Iorque e não conhece muito bem a Lapa. Chegamos lá, começamos a beber, normal. Esse nosso colega, fala português, mas não muito bem, dá uma arranhada, e eu, como sendo o único que fala inglês, fiquei encarregado de apresentar a Lapa pra esse amigo, o Marcelinho. Tudo correndo às mil maravilhas, e depois de algumas – muitas – cervas e umas tequilas, já estávamos, – os que estavam bebendo – bêbados.

Eu e Marcelo, conversando em inglês, chamamos a atenção de um grupo de gringos que passavam por ali. Eles pararam, e nós começamos a bater um papo. Eram, se não me engano, um escocês, um costa-riquenho, um irlandês, um argentino e uma americana. Os gringos também estavam mais pra lá do que pra cá.

Um deles até quase começou uma confusão com um dos nossos amigos, o Saulo, mas nada que não pudesse ser contornado por nós, eu e Marcelo. O gringo teve a cara-de-pau de me dizer pra tirar esse nosso amigo de perto, senão ele ia enfiar a porrada nele. Eu disse a ele o seguinte: ‘Amigo, em primeiro lugar, ele não vai a lugar algum, ele está com a gente, e se você se meter a besta de encostar nele, a gente é que vai espancar vocês, você está no Brasil, lembre-se disso!’ O gringo, não sei porquê, assentiu com a cabeça, como se eu tivesse dado um conselho, de irmão pra irmão, a ele.

No meio disso tudo, chegamos até a vender marijuana pros caras. Uma mendiga nos ofereceu por 10 reais, e nós conseguimos revender aos gringos por 22 reais – exatos 22 reais era o que o escocês tinha na carteira. Euro é o caralho. Isso é pra ele ver como a gente sofre pra comprar algo importado. Ainda falei pra ele assim que vendi, em bom português, lógico: ‘Somos patriotas, seus merdas! Levaram volta do povo que anda pelado e sambando!’ Ao som das gargalhadas dos amigos à minha volta.

Depois disso, já no fim da noite, ainda houve tempo pra mais uma merda, que ficaria pra nossa história.

A namorada de um amigo meu, Katlen, veio até mim, reclamando, quase chorando, que tinha perdido o celular, e que a mãe dela ainda estava pagando. Dizia ela ter perdido quando foi ao banheiro de um bar, na verdade, é o bar que fica ao lado da Pizzaria Guanabara. Fomos até lá, e eu chamei um garçom e perguntei se eles tinham achado um celular no banheiro e tal. Ele me disse que não. Mas aos prantos, ela queria achar o celular ali dentro, e eu bêbado, já com espírito de justiceiro, entrei na onda dela. Mandei chamar o dono do estabelecimento, e começamos a discutir, depois de muito ter conversado com ele, civilizadamente. Eu era estudante de direito na época, fazia o primeiro período, e já me auto-intitulava advogado, claro, cheio de cana na idéia e a fim de intimidar o coroa.

Ele protestava dizendo que se ela tinha perdido o celular, tinha sido por desleixo dela, e ele não tinha responsabilidade sobre isso, e eu, rebatia dizendo que se ela, supostamente, tinha perdido o celular dentro do estabelecimento dele, a responsa teria que ser dele.  Não sei de onde eu tirei isso. A partir de um certo momento da discussão, o dono do bar ameaçava chamar a polícia e dizia que tudo seria resolvido na delegacia, e eu,  pensando ser um blefe, batia o pé e dizia que só seria pior pra ele, ainda, fantasiosamente, me apoiando no fato de eu ser um advogado e estar por dentro de todas as leis.

Depois de muito bate-boca, depois deles já terem deixado a porta do bar a um dedo do chão, depois de essa amiga muito ter batido e esperneado na porta do bar, ele reabriu as portas com o telefone na mão, dizendo estar ligando pra polícia. Resolvi dar o braço a torcer, e passei a consolá-la, já me dirigindo a ele num tom de voz mais brando, dando o caso como encerrado e me retirando do local. O namorado dela, Germano, já estava trêbado, e por isso eu fui o cristo da história e tive que ir correr atrás do prejuízo.

Confusão terminada, voltei pra onde nós estávamos, e boa parte dos casais já tinham se enfiado num táxi, e vazado. Enquanto isso, o namorado dela vomitava e eu me dava conta de que, o Saulo e o Marcelo tinham sumido. Esperei o doidão do Germano entrar no táxi com a Katlen e quem ainda faltava pra ir embora, e fiquei lá na Lapa, sozinho, agora com a árdua missão de achar Saulo e Marcelo, bêbados, por lá.

Eu ligava para Marcelo, ele não me atendia, ou quando me atendia, mal conseguia falar onde estava. Saulo, muito menos, estava pior que ele. Imaginem a situação, um gringo na Lapa com um cara quase em estado de coma, perambulando por lá. Isso até quando eu consegui ouvir, no telefone, que eles estavam em frente ao quartel da polícia numa daquelas ruas da Lapa, que não me recordo o nome.

Fui ao encontro deles. Achei os dois me esperando, cambaleando e sacaneando quem passasse por eles. O Saulo comia uma Laranja com casca e tudo. Ele deve ter achado que era uma maçã, só pode. Aí pensei: ‘Puta que pariu, já não tô mais bêbado, e vou ter que aturar esses doidões na volta.”

Entramos no ônibus e estávamos já na metade do caminho, quando eu recebo uma ligação do telefone de um camarada que tinha ido embora com Katlen e Germano. Então, ele me dá, às gargalhadas, a notícia: “Ae, a Katlen disse que achou o celular… no bolso do Germano… hahahahah’

Nessa hora, me subiu um ódio, que eu te juro, se ela tivesse ao meu alcance, juro que dava umas boas porradas nela e nele também.

Quando voltei com meus pensamentos pra dentro do ônibus, vi Saulo e mais um amigo, o Cheddar – que não sei de onde saiu – em pé, ao lado de três meninas que acabavam de voltar do baile do Jacaré, no maior papo. Olhei pra trás e vi Marcelo dormindo como um bebê que já encheu o rabo de mamadeira e arrotou como um chimpanzé.

O Saulo ainda teve tempo de arrumar uma confusão com as garotas, e uma delas dizia fazer tae-kwon-do. Não era difícil acreditar. À primeira vista, eu pensei ter visto o Godzilla ao invés dela. Elas desceram do ônibus, e eu pensei, já quase chegando: “Bom, agora vou tirar um cochilo rápido”. Devo ter dormido uns dez minutos, com sensação de ter dormido 1 min e 36 segundos. Fui acordado aos tapas pelo Saulo, que já estava em pé.

Pra fechar com chave de ouro, faltando uns 100 metros pra que pudéssemos saltar do ônibus, o motorista passou em alta velocidade por um quebra-molas, o que provocou um enjôo no Saulo, e ele começou a vomitar o ônibus todo. Vendo aquilo, Marcelo não se fez de rogado, e deixou sair tudo o que havia de podre de dentro dele, numa daquelas golfadas que só o filhote de um mamute consegue dar, acompanhado por Cheddar que abriu o bocão e começou a vomitar também.

E assim foi o meu fim de noite – isso já de manhã, clarinho – assistindo a três animais de rabo soltarem suas impurezas no chão daquele ônibus.

Essa é mais uma que, se não houvessem testemunhas, poderia ser considerado fruto da imaginação do Fellipe.

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Mas digo uma coisa, não troco essa galera por nenhuma outra. Me divirto.

E com essa magnífica – haha – história, eu faço um brinde ao dia do Amigo.

Feliz dia dos Amigos para todos os meus, seus e nossos amigos.

Abraços.

São 5:43 da manhã de Quinta-feira. Mês: Julho. Eu entrei na internet deviam ser quase meia-noite, e já são quinze pras seis. Nem parece que eu tô há tanto tempo conectado. O tempo passou rápido. É, aliás, eu posso dizer isso cronologicamente também.

Ontem mesmo, eu era um molequinho que vivia em rodas de samba com meu pai, ou me engalfinhando no quintal com meus primos. Parece não ter nem uma semana que eu resolvi ser roqueiro, só andava de preto. Aquela fase esquisita que todo adolescente passa por, e tem gente que incorpora mesmo. Não digo só sobre ser roqueiro, mas tem gente que leva ideais da adolescência como lema de vida, pra eternidade que sobra dela. Conversando displicentemente, eu diria sem nem notar, que mês passado eu tava aprendendo a dirigir, superfeliz. É, o tempo passa, as coisas acontecem, O Michael Jackson morre… Quem diria que assistiria ao fúnebre evento onde foi velado o corpo do criador do ‘moonwalk’?…

Pois é, caro(a) amigo(a). Quem diria que hoje eu estaria aqui, sentado no meu quarto, cheio de idéias  inventivas, com pretensões para com a música? Quem diria que o Vasco cairia pra segundona? – Coisa que foi muito comemorada. Quem diria que José Sarney ainda apitaria alguma coisa dentro da política em pleno século XXI? Enfim.

O tempo passa, e passa como um furacão que devasta cidades. Não avisa, e deixa rastros, lembranças, rugas, rancores, amores, e vai deixando pra trás, vai deixando. E o pior, – Pior? – à grande maioria das mudanças, a gente se habitua. Ele vai passando pelas ‘cidades’ de cada um e vai trazendo e levando escombros. Literalmente, nos tira algumas pessoas mas nos apresenta outras, novinhas em folha. Nos tira oportunidades aqui, mas na outra esquina escancara um portão. Claro que a dor da perda é incomensurável, mas as perdas, ou são consequências do tempo, ou são essas peças que o destino costuma pregar na gente.

Mas o tempo não é lá esse monstro que a gente pensa que ele é. O fato é que a gente só costuma lembrar dele, quando nos damos conta de que há notícias ruins. Quando aparece uma ruga, quando alguém importante passa pro lado de lá, quando ganhamos uns quilinhos… A primeira coisa a se dizer é: ‘Ah, é a idade, rapaz.’ ou ‘Fazer o que, né? O tempo é cruel. Só sabemos enfatizar as mazelas que o tempo nos deixa.

E a experiência que se adquire? A maturidade, a calma, o jogo-de-cintura. A tão famosa visão periférica que nossos pais se gabam tanto de ter: ‘Quando você estava indo com o fubá, eu já estava voltando com o bolo pronto, moleque!’. Já ouvi muito isso do meu pai, e aposto que se não de um dos pais, você também já ouviu, vindo de uma pessoa mais velha. Velha não, experiente. Mas o pior é que é isso mesmo. A sabedoria vem com o tempo de quilômetros rodados. E é isso que devemos saber respeitar no tempo. Ele castiga, mas também nos dá regalias.

Temos apenas que deixar o tempo agir. O tempo é, de fato, o senhor da razão.

Faz parte do nosso viver.

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Porra, vou dormir. Que isso, são 6:12 agora. Absurdo.

Daqui a pouco tem nego indo trabalhar, e tô eu aqui, filosofando sobre a vida. – Te orienta, doidão. Rs.

Abraços.

Tiopês.

A internet, como importante veículo de comunicação que é, nos apresenta milhões de novidades, todo santo dia. Novidades boas, ruins, úteis, inúteis e todo o resto. Assim como todo e qualquer veículo de comunicação, a internet também evolui em milhares de idéias, e novas formas de se fazer a mesma coisa. Sim, algo como ‘mais do mesmo’.

Esses dias, – Esses dias nada, descobri já tem um tempo – eu conheci um novo modo de escrita. Alguns já conhecem o miguxês, internetês, como queiram. Eu conheci o tiopês. No tiopês, regras gramaticais são totalmente esquecidas. O que vale é escrever errado e por mais incrível que isso possa parecer, as pessoas que escrevem o tiopês, são pessoas que dominam bem o português. Porque não é apenas escrever errado, mas um errado que fique engraçado. Ex.: escrever ‘ispeciáu’, não é tão engraçado como escrever ‘dezenho’. É o errado que emula o erro involuntário. O erro de uma pessoa que não conhece bem a grafia das palavras em português. Basta um pouco de criatividade, e o tiopês pode ser encarado como uma modalidade de humor escrito. Há quem não ache graça nenhuma, lógico, assim como há muitos adeptos do tiopês. E eu fui pego de surpresa rindo de um texto escrito no tiopês. No tiopês não se usa vírgulas, nem pontuação ou acentuação nenhuma.

Aqui vai um pequeno texto escrito no tiopês:

OIEAM

OIEAM

OI JENTE TUDO BEM COM VOSES COM MIGO TA TUDO OTIMO11!!!! RRSRSRSRSRSRS ENTAUM OJE EU FUI EM UM LUGAR MUINTO LEGAU QUE TINHA PICINA E MUINTA JENTE BONITA A ERA A KZA DE UM AMIGO MEU Q TVA ACONTESENDO UM CHURASKO?/??? TINHA CERVEJA E MUINTA CARNE PRA AGENTE COMER FOI UM DOMIMGO OITMO FOI TUDO LEGAU MUINTA CURTISAO E ASARASSAO MAIS A FESTA ACABOU QUANDO TIRARAO O SOM RSRSRSRSRS 1!!!!111!!!!! ENTAUM JENTE EU JA TO INDO PQ JA EH TARDE E EU TENHO Q I DORMI TA BGS PRA VOSESSSSSSSSSSSS

Haha.

Aqui vai um site especializado em humor com tiopês. Eu choro de rir. Haha.

http://teletube.wordpress.com/2009/07/14/portadores-de-deficit-em-interpretar-ironias/#comment-40504

http://teletube.wordpress.com/2009/07/14/onibus-te-quiero-com-amendoas/

From Ho Mai Blog.

se for pra ouvir o seu silêncio

eu te empresto minhas palavras

Olá.

Meu primeiro post no blog do wordpress. Não tenho muita coisa a dizer hoje, minhas semanas tem sido cheias de espaço vazio. Os fins de semana salvam minha adrenalina do seu maior inimigo, o tédio.

Enfim.

Pretendo aqui publicar postagens falando sobre assuntos interessantes e pertinentes à minha vida, ou não apenas sobre minha vida, mas assuntos atuais; ou não, posso querer falar de alguma coisa antiga também. Posso querer falar de futebol – o que não vai ser do interesse de muita gente, isso que, por sua vez, não é do meu interesse – ou de moda – o que eu não sei porra nenhuma e provavelmente vou falar alguma merda – então, talvez sobre nenhum dos dois eu fale. É, fica combinado assim. Não falo sobre futebol, nem sobre moda. Nem sobre política. Não.. talvez sobre política eu fale. Só pra dar uma exorcizada, umas xingadinhas, sei lá.

Vou contar aqui histórias engraçadas, doa a quem doer, e não vou usar nomes fictícios, tô logo avisando. Eu já postei uma história minha, no meu outro blog, que é cabeludíssima, porra. Se neguinho se cagar, se mijar, pegar mulher feia, cair no chão, perder um dente, não importa. A merda que tiver acontecido, não deixem que chegue aos meus ouvidos. Não só sobre isso, mas pretendo falar sobre assuntos bastante abrangentes…

Ah, quer saber, o blog é meu e eu falo do que eu quiser. E foda-se.

Sejam bem-vindos :-)